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Um breve ensaio sobre cadeiras

Atualizado: 27 de Jun de 2020

Nos cursos e workshops que ministramos aqui na Semente temos um grande apelo dos alunos para construção de cadeiras e assentos de um modo geral, sejam poltronas, bancos, banquetas, etc. Entendemos também que ao longo da história as cadeiras se tornaram objetos icônicos dos designers e arquitetos que voltam seu pensamento para projeto de mobiliário. Mas porque toda essa obsessão?

Ao longo da história a cadeira teve um papel simbólico muito importante nas sociedades, podemos ver, por exemplo, seu papel de destaque nas principais monarquias, onde em muitas ocasiões todos ficavam de pé e a família real sentada em seus luxuosos tronos. O principal líder da Igreja Católica, o papa, também possuía esse adereço simbólico e ficava sempre sentado em papel de destaque, lembrando que na Idade Média as igrejas não possuíam assentos, bancos, nada para os fiéis, apenas os detentores da palavra eram quem se sentavam.



A cadeira nas sociedades antigas tinham um papel de status social, ou seja, muitas vezes seu valor simbólico era muito mais importante do que de fato sua função prática, a de servir de assento. Podemos ver isso pelos modelos de cadeiras antigas que possuíam adereços, esculturas, detalhes dourados, estofamento com tecidos de alta padrão, etc. enquanto os menos abastados normalmente se sentavam em bancos ou cadeiras mais simples. Não eram todos que tinham acesso à cadeiras e isso podemos notar desde o Antigo Egito, onde os faraós já possuíam mobília e cadeiras e o restante da população vivia em situação precária.